7 de nov de 2011

Simplificação de conteúdos escolares: uma pegadinha do sistema

O professor da charge abaixo foi realmente "pego pelo sistema" ao simplificar o conteúdo embora é preciso reconhecer que em vários contextos escolares há um aluno acostumado com todo tipo de conteúdo disponível com apenas alguns cliques e, frequentemente, um conteúdo simplificado sobre um determinado assunto. Esses alunos são o que alguns denominam de Geração Y.
Sempre que contextos como o da charge acima surgem prefiro pensar a partir de idéias contidas no Abecedário de Deleuze, um vídeo em que o filósofo Gilles Deleuze aborda diversos temas. Uma parte que considero interessante é quando ele fala sobre o ensino de filosofia:


Quando dirigimos a filosofia a não-filósofos, não temos de simplificar. É como na música. Não simplificamos Beethoven para os não-especialistas. É a mesma coisa com a filosofia. Para mim, a filosofia sempre teve uma dupla audição: uma audição não-filosófica e uma filosófica. (Gilles Deleuze)


Embora Deleuze fale especificamente da filosofia, acredito que o ensino de qualquer conteúdo não deva ser simplificado, ou seja, é preciso que os alunos entrem em contato com a obra original. Certamente haverá um desafio cognitivo no processo de ensino-aprendizagem mas esse é um trabalho educativo que deve ser encarado por professores e alunos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sobre o autor

Minha foto

Professor universitário. Graduado em Pedagogia. Especialista em Educação, Informática Educativa e Gestão e Design Instrucional para EaD Virtual. Mestre em Educação. Doutor em Educação.