29 de nov de 2010

Celular na escola: um processo de inclusão ou exclusão?

A educação escolar contemporânea literalmente não sabe o que fazer com os dispositivos móveis. Diferentemente da TV, Rádio, Computador e Internet no qual a educação estendeu os seus "tentáculos" incorporando esses recursos tecnológicos ao cotidiano escolar, aparentemente o mesmo não está ocorrendo com o celular.

Conforme o vídeo abaixo, em Nova Iorque a proibição de celulares em uma escola virou uma boa oportunidade de negócio: os alunos podem guardar o celular em um caminhão antes de ir para a escola e pegá-lo de volta na saída. Bem, pelo menos alguém está ganhando alguma coisa com isso porque nesse momento nem a escola e nem os alunos estão ganhando...
Já no Brasil, a escola, sem saber o que fazer, perde totalmente a paciência com o celular  tocando em sala de aula mas no vídeo abaixo pelo menos não sobrou para o dono :-D
O celular é quebrado em um determinado país....
Ele é furtado em outro (Brasil)....
Ele é motivo de briga em Portugal!
Em diversos países a escola não sabe o que fazer com o celular: o "diferente" então é excluído do sistema de ensino conforme vídeos acima. Mas há esperança: seguem abaixo algumas sugestões de uso do celular na escola propostas pelo blog Professor Digital.
  1. Se você em algum momento faz cálculos em suas aulas e solicita que os alunos os façam, e a menos que por alguma boa razão eles devam fazer esses cálculos com algoritmos específicos e usando papel e lápis, então considere fortemente a possibilidade de usar os celulares como calculadoras. Além disso, se você é professor de matemática e quer ensinar seus alunos como resolver expressões aritméticas obedecendo as regras de precedência de operadores, considere que o uso de calculadoras, e portanto celulares, consiste em um método bastante eficaz de fazê-lo, pois as máquinas seguem a ordem que nós determinamos para as operações; o telefone celular é uma calculadora também;
  2. Se você marca datas de provas, entregas de trabalho ou outras datas que considera importante que os alunos se lembrem, peça-lhes que anotem essas datas. Não no caderno, mas sim na agenda do celular! Eles andam com o celular no bolso o tempo todo e só estão perto do caderno quando estão na escola, confere? O telefone celular é uma agenda que tem até mecanismo de alerta;
  3. Já é possível criar um serviço de envio de mensagens de aviso por e-mail ou via torpedos. Pelo celular é possível receber atualizações de sites, blogs e até mesmo de mensagens do Twitter, bem como fazer o caminho oposto. Se quiser dar um passo adiante você pode criar um serviço desses e disponibilizar para seus alunos; o telefone celular também é um serviço de leitura de notícias e de publicação de notícias;
  4. Os celulares atuais gravam sons, imagens (fotos) e ambos (filmes). Todos esses recursos servem para “registro”. Permita, e mesmo incentive, que seus alunos fotografem sua lousa ao invés de copiá-la no caderno. Isso lhes permite prestar atenção em você, enquanto você fala e escreve, ao invés de repartirem a atenção entre o que você diz e o que eles estão copiando nos cadernos. O mesmo vale para as suas explicações importantes que podem ser gravadas como sons ou como filmes. Imagine o quanto é mais interessante para o aluno “assisti-lo” ou mesmo “ouvi-lo” na hora de estudar do que apenas conferir anotações, nem sempre fiéis, feitas nos cadernos! Use, você mesmo, esses recursos para registrar atividades feitas com os alunos; o telefone celular é uma câmera fotográfica digital, uma filmadora digital e um rádio-gravador digital;
  5. Proponha o uso dos celulares como ferramentas para os alunos desenvolverem seus trabalhos. Como foi dito acima, com o celular eles dispõem de gravador de voz, imagem e vídeo, muito embora eles mesmos não tenham o hábito de registrar suas atividades. Isso é o que chamamos de “making-off” das atividades e, ao fim e ao cabo, é esse o único registro que nos interessa e não o resultado final da atividade. Por exemplo, se eles têm que confeccionar uma maquete, porque não fotografar todas as etapas e depois transformar isso em um filme (animação) que pode ser incluído como parte da própria atividade? O telefone celular é uma ferramenta de registro, edição e publicação.
Além das dicas acima você tem mais alguma sugestão? Em caso positivo deixe um comentário.

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Sobre o autor

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Professor universitário. Graduado em Pedagogia. Especialista em Educação, Informática Educativa e Gestão e Design Instrucional para EaD Virtual. Mestre em Educação. Doutor em Educação.